Foi pensando nisso que eu entrei nesse busão
Mas talvez eu seja só um menino com uma rosa na mão
E eu te ligo no celular
Te avisando que eu tô indo e te pedindo pra ir lá pra me esperar
Mas você que nunca disse que me ama
Mais uma vez desliga sem dizer, se arruma e vai pra cama
Tudo bem, dorme bem amor, te amo!
Quando acordar passa perfume que o seu homem tá chegando, vai!
Me espera, tá!
Me espera, tá!
A cada segundo a chuva aumenta nessa poltrona
A cada minuto que eu durmo eu acordo quarenta
Janela embaçada, tampando minha visão
Eu fecho os olhos e praticamente sinto sua respiração
É como o silencio do meu quarto sem você
Culpa dessa distância que me impede de te ver
Me impede de provar que eu te mereço
De mostrar que o dinheiro tá pouco, mas que a alegria não tem preço
E eu pensando em você nesse momento
Aproveito o tempo pra treinar o pedido de casamento
Depois da briga, acordei cedo
Peguei toda a economia e comprei a aliança em segredo
Juntei moeda por moeda pra poder tá aqui
Pra mostrar que um menino pode te fazer sorrir
Te sentir mais uma vez, sentir por uma vez
Que achar que eu sou teu sonho não é uma insensatez
Mas peraí, eu ouço um barulho, que que tá pegando?
A aliança caiu do meu bolso, tudo balançando (porra, mano!)
Quem tá gritando? Por que tá girando? Alguém sabe?
Tento chamar seu nome, mas minha boca nem abre
Barulho de chuva, pneu, escuridão
Lembrar seu rosto se tornou a última opção
Agarro forte a rosa na lama
Menino ou homem você me deixou partir sem dizer que me ama!
Eu não pensei que fosse pra tão longe essa viagem
Toca o celular, é você me mandando mensagem
E eu preso nas ferragens, sem me mexer
Sei que você me escreveu, mas fecho os olhos sem saber o quê
domingo, 3 de agosto de 2014
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
“Pessoas vão embora de todas as formas: vão
embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa
amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos
um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida
segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade… Depois nos dá aceitação,
ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma
frase e
ngraçada, uma filosofia de vida,
um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa. Mas pessoas
vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem
pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas
idas e também vindas, é porque estamos vivos. Cuidemos deste agora.
Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento
que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo
você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele
tempo. Segundos podem ser eternidades… ou não.
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